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Pescadores do bairro da Cehab, em Atafona, comentam da falta de atendimento do Barco de Apoio Marítimo.
Proporcionando maior tranqüilidade à classe pesqueira, a Secretaria de Pesca de São João da Barra desenvolveu o Projeto Barco de Apoio Marítimo, que oferece serviços de reboque em caso de pane da embarcação em alto mar.
Segundo a Presidente da Associação de Moradores da Cehab, Silvana Golfinho, a prefeitura atendeu os pescadores com o barco de apoio que é uma grande necessidade. “O pescador sofre quando seu barco apresenta problemas em alto mar e quando ele passa o rádio PX e VUHF – Canal 16 – Escoam, solicitando o barco de apoio ninguém atende e devido a esse problema tenho meu rádio comunitário PX – Canal 18 – Estação Golfinho que atende todos os pescadores procurando sempre buscar soluções. Ajudo os pescadores de coração. Fizemos contato com a Escoam, às 10h, através do rádio da embarcação, “só Jesus” e não conseguimos”, comenta Silvana.
De acordo com o Subsecretário de Pesca, Eleiton Meireles, o projeto funciona com seis pessoas na embarcação em regime de escala, sendo três a cada 15 dias. Afirma ainda que o rádio Canal 16 se encontra em manutenção.
Para o pescador Jamilton Carlos Rangel, 45, o rádio de apoio não funciona. “Minha embarcação quebrou próximo ao Açu e fiquei preso no mar. Morri chamando no rádio e ninguém atendia. Já fiquei um dia em meio esperando o Barco de Apoio”, comenta Jamilton.
Já o pescador Floristo Meireles Ribeiro, 56, acredita que o Barco de Apoio é bom, só falta organização. “A primeira vez que fui atendido em alto mar, o barco ficou preso junto com o meu e os meus amigos que foram me socorrer”, acrescenta Floristo.
Momentos de angustia e preocupação. Os pescadores sofrem quando estão buscando em alto mar o sustento do dia-a-dia.
Segundo Eraldo Nunes Aves, 39, também pescador, sofre muito com essa situação. “A minha embarcação quebrou três vezes próximo ao Farol de São Thomé e passei o rádio para a Escoam e não consegui atendimento. O barco tem que ficar ancorado em frente à Grussaí, uma hora para fora, por conta da maré para que possa atender todos os pescadores a qualquer momento”, diz Eraldo.
Eleiton Meireles afirma que quando o Barco de Apoio é solicitado tem que saber a localização. “Nosso barco é de resgate e apoio, norma de autoridade marítima. Temos três extintores, 12 coletes de salva vidas, quatro bóias circulares, GPS, PX, VUHF, bandeira do Brasil e estamos vistoriados pela Marinha. O ciclo da maré é de 12 horas, se o Barco de Apoio não sair nenhum barco sai. No momento o Barco de Apoio se encontra próximo a Praça de São Pedro ajudando os pescadores de rio”, acrescenta Eleiton.
Nossa equipe foi até ao Barco de Apoio e não encontrou ninguém.

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