"Estamos negociando desde junho e a nossa pauta não foi levada em conta. Se nos próximos dias não houver um contraproposta da empresa que atenda nossas reivindicações, não restará aos trabalhadores outra alternativa senão a greve ", disse o secretário-geral do Sintcom-PR, Luiz Antonio de Souza.
A Fentect pede ainda a negociação de R$ 200 de aumento linear, piso salarial de R$ 2,5 mil e vale-refeição de R$ 35 por dia, contratações por concurso público, fim das horas extras e da terceirização são outros itens da pauta de reivindicações.
O Ministério das Comunicações informou que não irá se manifestar sobre o assunto. Já a assessoria de imprensa da ECT disse que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, tiveram nessa segunda-feira (03/09) uma reunião com dirigentes de quatro sindicatos dissidentes da Fentect.
Duas novas reuniões de negociação estão marcadas para esta quarta-feira (05/09), uma com os sindicatos dissidentes e outra com a Fentect.
O dirigente do Sintcom-PR diz que a estratégia da direção da empresa teria o objetivo de tentar dividir os trabalhadores. "Essa negociação paralela dos Correios com alguns sindicatos não é legítima. Quem negocia em nome da categoria é a Fentect, que reúne 31 dos 35 sindicatos do país", comentou Souza.
"Neste período, a empresa recebeu solicitação dos sindicatos de São Paulo, do Rio de Janeiro, Tocantins e de Bauru, que se desfiliaram da Fentect, para negociar e aceitou devido à representatividade dessas entidades que, juntas, representam 40 mil dos 120 mil trabalhadores", declarou em nota.
A direção dos Correios disse ainda que, nos últimos nove anos, a maior parte dos trabalhadores dos Correios teve 138% de reajuste salarial, o que incluiria 35% de aumento real. O salário-base pago pela empresa, que era R$ 395,94 em 2003, e passou para R$ 942,75 em 2011.
Fonte: ururau
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