domingo, 16 de setembro de 2012

Sucesso nas noites de balada, o disco de vinil ainda atrae apaixonados

Paixão. Assim pode ser definida a história de colecionadores de raridades. Pessoas que passam muito tempo de suas vidas, comprando relíquias, organizando arquivos com seus objetos e procurando sempre por mais uma novidade dentro de sua coleção.

Colecionadores de carros, revistas, miniaturas, enfim, podemos encontrar os mais variados tipos de colecionadores. A geração atual talvez não saiba o que há muito tempo fez muito sucesso no mundo da música, os discos de vinil, que embalavam as noites das décadas de 80 e 90.

Os discos de vinil são mais leves e resistentes a choques, quedas e manuseio, porém sua qualidade sonora e sua capacidade de armazenamento de músicas são bem maiores.

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira. Devem ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil, pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

Em Campos, o colecionador Wellington Cordeiro e seu amigo também colecionador, Romualdo Braga, se encantam ao falar de sua paixão pelos discos de vinil, onde teve início ainda na sua adolescência.

“Comecei a gostar do disco de vinil desde a minha adolescência, quando visitava a casa de um tio que tinha uma radiola belíssima que me deixava encantado. Depois nas décadas de 80 e 90 comecei a comprar os discos em lojas, que hoje já não existem mais. De lá para cá, continuo comprando meus discos em sebos de Campos, no Rio de Janeiro e São Paulo”, conta o colecionador.

“A paixão pelos discos foi desenvolvida ao longo dos anos quando começamos a viver os benefícios e as desvantagens do CD (compact disc), onde o fator tecnológico (tamanho, praticidade e comodidade), não foi suficiente, o bastante, para substituir a qualidade visual das capas e informações técnicas de artísticas dos discos de vinil. Fora o fato que boa parte das gravadoras do Brasil e do mundo, optaram por lançar no mercado, apenas novos trabalhos de seus artistas, deixando no esquecimento as músicas gravadas em disco de vinil. Assim, ouvir antigos sucessos de boa parte de nossos artistas se tonou uma paixão”, diz Romualdo.

Com relação à popularidade do disco de vinil, que nos dias atuais foi substituído por aparelho mais modernos, Wellington garante que o mercado ainda existe.

“O disco de vinil ao contrário que muita gente pensa, não morreu. o mercado internacional se manteve e, no Brasil, o cenário composto por DJs e colecionadores fez manter viva a cultura do disco de vinil, que é cientificamente comprovado de melhor qualidade do que as mídias digitais. Sem falar no conceito artístico das capas e seus encartes que são verdadeiras obras de arte”, defende Wellington.

Em 2007, o colecionador e seus amigos fizeram um encontro chamado Noite do Vinil, que por três anos foi realizado semanalmente. Hoje, o evento é realizado esporadicamente em datas especiais, como o último que foi realizado no Dia Mundial do Rock, no dia 13 de julho.

O próximo evento organizado por Wellington e seus amigos será o 1º Encontro Regional de Colecionadores de Disco de Vinil, que acontece na próxima sexta-feira (dia 21/09) e sábado (22/09), com uma variada programação.

VEJA A PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira, 21 de setembro, a partir das 19h:

Abertura com Dj Jason, show com Reubes Pess e Banda e revival das bandas 4º Reicht e A Massa

Sábado, 22 de setembro, das 9h às 22h

9h às 10h30 - Pick up livre

11h – discotecagem com o colecionador Romualdo Braga

11h30 – discotecagem com o colecionador Wellington Cordeiro

12h– Lene Moraes com sucessos de sambistas campistas

12h30– discotecagem com o colecionador Waguinho

13h – Lolo com clássicos da MPB

13h30 – discotecagem com o Dj Leo Braga

14h – Ivan Lee com tributo a Evaldo Braga

14h 30 – discotecagem com o colecionador Jorge Luiz dos Santos

15h – Rapper Dizzy com performance de Rap

15h30 -  discotecagem com o colecionador Marcio Aquino

16h – Grupo Pakenquizéovi com musica experimental

16h30 – discotecagem e bate-papo com o colecionador Paulo Andre Barbosa

17h30 – discotecagem com o colecionador Fabrício Pantera

18h – Dom Americo com musicas autorais e clássicos

19h – Homenagem aos artistas campistas

19h30 – Grupo Atéh Maria com clássicos internacionais dos anos 60 

20h – Grupo Coxinha Gordurosa com homenagem a Elis Regina

20h30 – discotecagem com o colecionador Gustavo Soffiati

21h – Stefano Marques com tributo ao Legiao Urbana

21h30 – discotecagem com o colecionador Thiago Kerser

CONHEÇA OS DOIS DISCOS DE VINIL MAIS CAROS:
Passando da casa das centenas de milhares de dólares está o “That’ll Be The Day” do The Quarrymen lançado em 1958 no Reino Unido em vinil de 78 rotações por minuto. Apenas uma cópia deste disco foi produzida. Vendido por 180 mil dólares.

Um dos álbuns mais procurados dos Beatles é a cópia do “Yesterday and Today” que foi substituído pela Capitol Records. A capa anterior mostrava a banda com roupas de açougueiros com bonecas decaptadas e carne fresca no colo dos integrantes. Nem todas as cópias foram recolhidas e uma das poucas que sobraram foi vendida por 38 mil e 500 dólares.

Fonte: ururau

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