quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Projeto vai 'materializar' reclamações de clientes de operadoras de celular

O brasileiro tem muito o que reclamar das operadoras de telefonia móvel. Isso ficou bastante evidente quando a Anatel suspendeu as vendas de chips de três empresas devido à qualidade do serviço oferecido por elas aos usuários.

Mas qual é o tamanho do problema da telefonia móvel no Brasil? O projeto "Alô, quero falar!", da startup Konkero, tenta medir isso. Durante um mês, clientes de cinco operadoras (Claro, Nextel, Oi, TIM e Vivo) poderão fazer reclamações em um site, que vai imprimir uma carta quilométrica que será direcionada às operadoras, ao Ministério da Comunicação e à Anatel.

"Incentivamos o público a buscar seus direitos como consumidor, e foi pensando nisso que resolvemos chamar a atenção para um problema muito recorrente e que aflige a milhares de brasileiros, que é a falta de qualidade nos serviços de telefonia móvel", explica Guilherme de Almeida Prado, diretor-geral da Konkero.

O site do "Alô, quero falar!" está no ar desde segunda-feira (27/08) e, na manhã de quarta-feira (29/08), já tinha juntado o suficiente para formar uma carta de 28 metros - o equivalente a um prédio de nove andares.

Mas o objetivo é muito maior. "Esperamos pelo menos 10 mil reclamações", diz o executivo. Essa quantia de reclamações poderia render uma carta de 300 metros - a altura de um prédio de 100 andares.

Nos primeiros dias a operadora com mais reclamações foi a TIM, com quase 500 queixas. A Claro, com cerca de 150, e a Vivo, com cerca de 130, aparecem em seguida, com Oi (cerca de 100) e Nextel (cerca de 50) completando a lista.

Reprodução 

As queixas não são muito diferentes do que a Konkero esperava. Entre os pontos de destaque figuram o atendimento ruim e a falta de sinal no telefone. "Os problemas são recorrentes e a sensação do consumidor é que pouca coisa vem sendo feita", explica Guilherme. "Celular é uma despesa relevante para muitas famílias, só que esses serviços deixam muito a desejar.

Guilherme acredita que as operadoras podem aproveitar a oportunidade para melhorar os serviços. "A ideia de juntar tudo em uma carta única vai materializar a insatisfação, mostrando que algo pode e deve ser feito", explica. "Nossa proposta não é resolver cada problema separadamente, mas sim criar uma mobilização para chamar a atenção de quem presta esse serviço à população, pedindo mais qualidade", conclui.

Sustentável?

O projeto encontrou um problema de sustentabilidade: uma carta de 300 metros exige muito papel e em tempos de tanta preocupação ambiental, uma ideia dessas pode não ser muito bem vista.

Mas a Konkero já tem uma resposta. A startup promete replantar árvores para compensar a quantia de papel usado na confecção das cartas enviadas às operadoras e aos órgãos públicos.

"Cada árvore produz em média 50 kg de papel, por isso vamos compensar plantando a mesma quantidade que utilizarmos na impressão", explica Guilherme de Almeida Prado. "O local ainda será definido, mas será em São Paulo", conclui.

Veja abaixo o vídeo de apresentação do "Alô, quero falar!"

 

fonte: olhar digital

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