terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cooperativa de Campos começa a exportar açúcar para Angola


Pela primeira vez a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) realizou uma exportação de carga de açúcar. Cerca de 35 toneladas do produto foram destinados à Angola, no continente africano. 

O presidente da cooperativa, Frederico Paes contou que essa exportação, irá funcionar como um teste, para que no futuro, outros continentes como Ásia e Oriente Médio possam usufruir do açúcar campista.

“Nós enviamos uma amostra do nosso produto antes de exportá-lo. Então no final de julho mandamos nossa primeira carga para Angola. Agora estamos aguardando para ver se o açúcar enviado esta dentro dos padrões de qualidade conforme amostra. Acreditamos que ainda nessa safra possamos estar exportando mais alguma coisa e trabalhar com essas duas vertentes, tanto mercado interno quanto o externo”, relatou o presidente.

Frederico comentou que a ideia da exportação surgiu de uma Trade, empresa de importação e exportação, do Rio de Janeiro. Segundo ele, as proximidades dos portos do Rio e de Vitória, e futuramente o do Açu, foi o que ocasionou o contato da empresa com a cooperativa campista.

“Existem diversas Trades, essa que nos contatou é uma empresa nacional, situada no Rio. Apesar dela usar muitos açúcares de São Paulo e outras regiões, ela quer o nosso produto por estarmos próximos aos portos, o que iria diminuir bastante a questão da movimentação de carga”.

Uma das coisas que oneram o açúcar para exportação é o transporte dentro do próprio país. Então, diversas unidades produtoras que exportam se encontram no interior de São Paulo, Mato grosso, Goiás, e por muitas das vezes, esse frete do açúcar até os portos brasileiros, fica muito caro em relação a própria exportação de navio para alguma empresa.

“Eles estão de olho, principalmente no Porto do Açu, que é uma realidade nossa, não só para exportação de açúcar, mas também para exportação quem sabe até de etanol”, ressaltou Frederico Paes.

A Coagro não utiliza o enxofre em seu açúcar, o que o torna mais escuro e menos tóxico. “Nós procuramos utilizar o ozônio para o processo de clarificação do açúcar. Por se tratar de um processo mais natural, o composto não agride tanto quanto o enxofre”, afirmou o presidente.

Ele explicou que a exportação servirá como selo de qualidade para o produto campista. Quase metade do açúcar no país é exportado, mas, para a cooperativa foi de extrema importância, porque o produto tem de ser de boa qualidade para ser exportado.

“Ele tem que ser um produto certificado por diversos órgãos ambientais e que trabalham com exportação. Então é como se fosse um selo, um certificado de que estamos produzindo açúcar de qualidade”, frisou o presidente, finalizando:

“E isso é um orgulho para região, porque quem fazia muita exportação era a extinta Usina Sapucaia. Nós viemos para ocupar esse espaço deixado por ela. A tendência, que se der certo, se realmente esse açúcar for aprovado em Angola, é aumentar essas exportações trazendo mais divisas para região, mais recursos e renda para nossa cooperativa”.


Fonte: ururau

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