Na expressão “Quem não cola não sai da escola”, muita gente tem boas ou más histórias para contar. Seja qual for o estilo do colador, profissional ou esporádico, esta é uma realidade vivida por estudantes de escolas ou universidades e até mesmo de candidatos a concursos públicos. Mas é possível aprender colando? Será que vale a pena?
A “espiadinha básica” não é de hoje, mas tem acompanhado as mudanças dos tempos modernos. Os avanços tecnológicos facilitaram o acesso à informação, e por isso, executar o comando Ctrl+c (copiar) + Ctrl+v (colar) se tornou pra lá de instigante.
“Não gostava das matérias de decoreba, como história e geografia. Também costumava colar fórmulas de física e matemática. O professor poderia até pegar, mas a lógica só eu entendia. Teve uma vez que o professor de biologia me pegou colando e tirei zero na prova. Hoje em certos tipos de conversas, me sinto excluída por não saber sobre determinados assuntos gerais e históricos. Sempre gostei de português e a minha escolha profissional sempre esteve relacionado a texto. Já trabalhei como escrivã, revisora de texto e atualmente sou diagramadora”, contou a ex-coladeira.
“Eu era metida a certinha, até porque era muito cobrada em casa pela minha mãe. Tinha que ser a melhor e me destacar entre as demais e diante de tanta pressão já até fiquei doente por conta de nota. Em 2001, estava no primeiro ano do ensino médio, quando durante uma avaliação de física, deixei a cola embaixo da prova. Não gostava da matéria e se eu fosse mal perderia meu status. O professor tentou recolher a prova pelo horário, mas forcei pondo as mãos sobre a prova e ele deixou passar. Por fim, escondi a cola dentro da calculadora. Um sufoco.” Disse.
“Na maioria das vezes que preparei cola, acabei não usando. Me preocupava tanto em colocar toda a informação necessária no pedaço pequeno de papel, que acabava aprendendo. Inclusive, essa matéria me denuncia.” Contou rindo a estudante.
Segundo a psicóloga Dr. Luciane Mina, colar não é o melhor caminho, já que se busca e obtém respostas prontas. Mas através de uma cola bem feita, é possível aprender colando.
Os tempos mudaram e o processo de construção da cola não ficou para trás. As cartolinas, os dicionários, o hidrocor e lápis de cor, entre tantos outros recursos manuais para desenvolver trabalhos acadêmicos cederam lugar para os sofisticados equipamentos de transparência e data-show. Quanto ao conteúdo, as velhas e pesadas enciclopédias, foram substituídas pela praticidade e demanda de informação que os sites de buscas tem a oferecer.
Segundo o diretor da biblioteca Mauricio Xexeu, o número é satisfatório diante das facilidades que as pessoas têm com a internet e revela o lado positivo que o livro traz para o conhecimento humano.
CONSEQUÊNCIAS DA COLAAs conseqüências da “espiadinha” podem não ficar em pequenos constrangimentos, como zerar uma prova escolar. Segundo o site Consultor Jurídico, a nova Lei 12.550/2011, publicada em 16 de dezembro, traz punição para "cola eletrônica" com previsão de crime no Código Penal, “fraudes em certames de interesse público”.
A pena é de reclusão, de um a quatro anos, e multa, para quem utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de concurso público, avaliação ou exame públicos, processo seletivo para ingresso no ensino superior, ou exame ou processo seletivo previstos em lei.
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