Gersinho negou o pedido feito pelo vereador governista Neco (PMDB) antes mesmo de conhecer todo o conteúdo do documento, alegando que o mesmo deveria ser protocolado no Legislativo e não lido em plenário. Isso aconteceu durante a sessão que foi realizada na noite desta segunda-feira (21).
Durante a reunião, o clima esquentou entre os vereadores, que em toda a sessão trocaram farpas e discursos irônicos. Neco disse que a CPI é um pedido de explicação em relação à verba de R$ 416 mil destinada a gastos com a Mesa Diretora.
“É um absurdo acontecer isso dentro da Casa de Leis. Não é proibido fazer o requerimento verbal. Nós queremos saber como os quatro vereadores de oposição conseguem gastar esse valor, sendo que na minha época de presidente essa quantia era de R$ 167 mil. O vereador Alexandre Rosa não conta com assessor, não tem carro e nós não sabemos quais os carros alugados pela Câmara.Toda vez que pedimos explicação, a oposição se desespera. Queremos saber para onde vai esse dinheiro”, disse Neco.
O presidente se defendeu e acusou o vereador de utilizar veículo oficial para fins particulares, além de empregar parentes no período que era presidente da Casa. “Na Câmara hoje não trabalha nenhum Crispim e os carros não saem daqui para o Rio de Janeiro e nem são emprestados à prefeitura”, disse Gersinho.
O vereador Aluízio Siqueira afirmou que o Artigo 42 do Regimento Interno da Câmara diz que o documento não precisa ser protocolado e que pode ser solicitada a abertura de uma CPI no plenário. “As duas comissões que estão em andamento aqui foram abertas assim. Por que os outros requerimentos foram lidos no plenário e sempre quando é contra a mesa diretora não é permitido?”, indagou.
Já o vereador Zezinho Camarão acusou Neco de desconhecer as normas para se abrir uma CPI, além de chamá-lo de falso, criminoso e mentiroso. Ainda durante a sessão, o presidente da Câmara colocou duas pessoas para fora. A sessão começou às 17h35 e terminou às 20h30.
Fonte: SJB online

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