Campos tem 17 quilômetros de ciclovia, somente na Avenida 28 de Março, principal via que corta o município, além da Avenida Arthur Bernardes, Alberto Lamego e José Alves de Azevedo, no novo calçamento da Beira Valão. Mas é exatamente na 28 de março, local considerado mais seguro pelos ciclistas, pelas barras de proteção lateral, que eles se sentem ameaçados. E o medo vem do desrespeito dos motoristas, com quem utiliza a bicicleta como meio de transporte.
Em toda extensão da ciclovia, existem entradas de retorno, que são facilmente tomadas pelos carros. Os motoristas desrespeitam o espaço do ciclista, colocando o carro em cima da ciclovia, quando o correto seria ficar no recuo da pista, esperando para atravessar. Neste caso, o ciclista que passa pelo local, tem que sair do seu espaço e manobrar a bicicleta no meio da avenida para não bater no automóvel parado.
O ciclista Edilberto Junior anda em média seis quilômetros por dia, para ir de casa ao trabalho, e utiliza a ciclovia, mas diz que já teve muitos problemas ao passar pela via.
Por sua característica plana, Campos pode ser considerada a cidade dos ciclistas. Se considerarmos que a população do município tem pouco mais de 500 mil habitantes, e 10% utiliza bicicleta, estamos falando de 50 mil ciclistas que rodam pelo município, mas com tanto desrespeito fica cada dia mais difícil.
Segundo informações da secretaria de comunicação de Campos, toda a cidade passa por um projeto de urbanização e paisagismo e a ciclovia da Avenida 28 de Março está incluída no pacote de obras. Toda extensão da pista vai receber melhorias e paisagismo durante o trabalho que deve começar no próximo semestre.
É bom lembrar, que o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), não estabelece o uso de capacete para os ciclistas, mas as bicicletas devem ter retrovisores, buzina, refletores traseiros e nos pedais. O Código diz ainda que todos os municípios podem regulamentar leis que amparem os ciclistas e evidenciem as regras.
A bicicleta é um meio de transporte mais popular em municípios com menos de 50 mil habitantes, que ao todo representam mais de 90% das cidades brasileiras e a maioria dos usuário a utilizam como meio de transporte primeiro, para ir para o trabalho e depois para a escola.
De acordo com especialistas em mobilidade urbana, a bicicleta representa 4% dos meios de transporte, no Brasil, um número bastante modesto se comparado às cidades européias onde esse percentual é de 40%.
Uma das maiores vantagens da bike para se locomover, é que numa cidade onde os engarrafamentos são constantes, principalmente nas horas de rush, que já pode ser observado em Campos, a bicicleta pode chegar a 15km/h, enquanto o carro trafega numa média de 5 a 8 km/h.
Fora as questões de mobilidade, a bicicleta, como um meio de transporte que utiliza a força do indivíduo para se locomover, configura-se no veículo mais sustentável, frente aos demais.
Fonte: ururau
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