
- Foto: Antonio Cruz/Jornal Folha da Manhã
Moradores do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, reclamam do atendimento no posto de saúde no final de semana, quando uma criança de nove meses, que foi encaminhada pelo médico de plantão para o Hospital Ferreira Machado (HFM), teria usado como locomoção até a unidade hospitalar, uma viatura da Polícia Militar.
De acordo com a mãe, Andréa Carla de Souza, 32 anos, a criança apresentou febre alta e muita dor no ouvido e garganta e foi levada até o posto de saúde da praia, que estaria superlotado. A criança foi atendida por um clínico geral, já que não há plantão de pediatra nos finais de semana. No dia seguinte, de acordo com a mãe, o quadro piorou e ela retornou ao posto, onde outro médico a atendeu e encaminhou ao HFM.
“O posto médico do Farol fica superlotado nesta época do ano devido à alta temporada. No sábado estive com minha filha em busca de atendimento e um clínico geral a atendeu e receitou medicamentos. Voltei pra casa e ele continuava com febre alta e muitas dores. Ela chorou a noite toda e no domingo retornei ao posto. O médico plantonista atendeu e me deu um encaminhamento para o Ferreira Machado, com a anotação de “urgente”, pois, segundo o médico, seria necessária avaliação de um otorrino e, possivelmente, uma lavagem no ouvido dela. Como ela estava com febre alta e chorando muito, perguntei se a ambulância que estava no posto, nos levaria. O médico informou que não”, explicou Andréa.
Segundo os pais da menina, como a rodoviária estava lotada e havia grande fila no terminal, eles foram até o DPO da Polícia Militar da praia do Farol e solicitaram o socorro.
“O policial ainda tentou ligar várias vezes para o posto médico e localizar o administrador da unidade, mas não teve sucesso. O policial, então, vendo o sofrimento da minha filha, nos levou até o Ferreira Machado, onde ela foi atendida por um otorrino e medicada”, contou a mãe da criança.
Em nota, a secretaria de Saúde informou que mantém quatro unidades de atendimento básico e coletivo funcionando no Farol para atender moradores, veranistas e turistas, inclusive, nos finais de semana: UBS 24 horas de Farol; UBS 12 horas de Lagamar, a Casa de Apoio e a Casa de Prevenção. Em relação à UBS de Farol, médicos generalistas atuam aos sábados e domingos, em sistema de plantão, atendendo aos usuários, independente da idade. Quanto à falta de ambulância para atender à usuária em questão, a Superintendência de Gestão de UBS estranha tal informação, já que a Unidade Básica de Farol conta com duas ambulâncias para atendimento ao público. A Superintendência acredita que a falta do transporte, no momento indicado pela usuária, deveu-se ao fato de, diante da grande demanda e volume de atendimento na UBS, os veículos estariam sendo utilizados para o transporte de outros pacientes.
Segundo o comandante do 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Lúcio Flávio Baracho, este procedimento é comum para os policiais. De acordo com ele, existe um código chamado “Condução de Enfermo”, que diz que no caso de qualquer eventualidade em que a Equipe do Corpo de Bombeiros não possa conduzir a vítima para o atendimento, a Polícia Militar pode transportar o paciente. “Em casos como o que aconteceu em Farol de São Thomé, a PM entra em defesa do maior matrimônio que existe, a vida”, concluiu.
**Com Informações Jornal Folha da Manhã
Fonte: portalozk.com
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