--Campos: Movimento pela Dignidade lança panfleto sobre como policiais e bombeiros devem agir em caso de greve
–Alerj vota proposta de aumento que não agrada líderes de movimento
–Alerj vota proposta de aumento que não agrada líderes de movimento
Policiais militares e civis e bombeiros do estado do Rio, que lideram o Movimento grevista pela Dignidade, iniciaram uma campanha de panfletagem em Campos, na manhã desta terça-feira(07/02), com objetivo deixar os integrantes dos batalhões e delegacias do município sobreaviso sobre a possibilidade de uma paralisação na próxima sexta-feira. No panfleto que é distribuído, os líderes falam sobre as pautas reivindicatórias que estão sendo discutidas com representantes do governo do estado. Caso não sejam atendidas, diz o panfleto, “o movimento terá início no dia 10/02, a zero hora. O movimento será feito dentro da legalidade, já que existem vários amparos legais, como leis das esferas federal e estadual”.Ainda no panfleto, os policiais e bombeiros são orientados para que se apresentem normalmente nos batalhões e delegacias, mas não saiam para trabalhar. “Os policiais e bombeiros assumem o serviço, tiram a falta e ficam no Batalhão. Nos DPOs, assumem o serviço e ficam no DPO. Mesmo que recebam ordem superior, policiais da área administrativa não devem assumir as viaturas, pois teriam que ter curso específico para conduzir veículos de emergência”
Alerj vota aumento nesta terça-feira. Policiais e bombeiros querem mais
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota terça-feira (7) o reajuste salarial de policiais civis e militares, bombeiros e agentes da administração penitenciária fluminenses. Os deputados estaduais vão apreciar o projeto enviado pelo governador Sérgio Cabral, no dia 1º de fevereiro, que prevê aumento de 38,81% a ser pago até 2013. A proposta do governo representa uma antecipação dos aumentos que deveriam ser concedidos mês a mês para essas categorias.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (6), o governador Sérgio Cabral informou que, somados todos os reajustes concedidos a policiais e bombeiros do estado, desde que assumiu a administração do Rio, em 2007, o aumento chega a 107%, incluindo a proposta que ainda será analisada pela Alerj.
“A partir do projeto de lei que enviamos à Assembleia Legislativa e que os deputados estaduais começam a votar nesta semana, o salário base será R$ 1.669. Com as gratificações que pagamos aos nossos profissionais que estão nas ruas, que é a grande maioria da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o salário base de um PM e de um bombeiro será R$ 2.019. Isso sem falar nos policiais das UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora] que, com gratificação de R$ 500, recebem R$ 2.169”, informou o governador em nota. Pelas contas do governo, o orçamento destinado à PM do Rio passou de R$ 916 milhões em 2006 para R$ 2,3 bilhões este ano.
Mas a proposta salarial não agradou aos líderes da categoria. Para o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Aspra-RJ), Vanderlei Ribeiro, as gratificações que foram concedidas pelo governo beneficiaram apenas alguns segmentos. “A maioria dos inativos e pensionistas ficou fora das gratificações concedidas a alguns setores como o Bope [Batalhão de Operações Especiais da PM] e Batalhão de Choque [da PM]. Queremos um aumento de salário que atenda a todo o conjunto da categoria”.
Ele explicou que, hoje, a média salarial de PMs e bombeiros no estado do Rio está em torno de R$ 900 enquanto, na maioria dos estados, a média passa de R$ 2 mil. “O projeto [do governo] não atende à expectativa da categoria. O que ele [governador Sérgio Cabral] está fazendo é antecipar 10% das parcelas. Não queremos isso, queremos um piso de 3,5 mil. O que nos queremos é, pelo menos, nivelar [o salário] com os demais estados”.
Fonte: Campos24horas
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