domingo, 20 de novembro de 2011

Vítimas teriam se asfixiado com gás lacrimogêneo


Três pessoas morreram neste domingo (20), vítimas de asfixia, depois de a polícia de choque empregar gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na praça Tahrir, no Cairo, denunciou o médico Abdullah Abdelrahmane, que dirige um hospital de campanha montado no local.A praça segue ocupada pelos manifestantes. Eles resistiram às investidas da polícia, que foi obrigada a recuar para as ruas adjacentes.Este fim de semana viu os piores conflitos desde que o ditador Hosni Mubarak deixou o poder,em fevereiro. Osmanifestantes protestam contra a junta militar que assumiu o governo após o fim da ditadura e têm pressa na passagem do poder para os civis. O início das eleições está marcado para o próximo dia 28.No sábado, dois ativistas tinham sido mortos no Cairo eem Alexandria. Osconfrontos, que começaram na manhã de sábado, prosseguiram à noite. No total, 750 pessoas ficaram feridas, à noite, na praça Tahrir, segundo o ministério da Saúde.Na manhã deste domingo, a violência foi retomada e intensificada, principalmente nas proximidades do ministério do Interior. As cenas lembravam as da revolta contra o antigo regime, no início do ano, embora com menor extensão.Segundo a agência oficial de notícias Mena, milhares de pessoas se reuniram domingo para os funerais de um manifestante morto em Alexandria.Reação dos políticosO conselho militar e o gabinete realizaram uma reunião de urgência neste domingo. O porta-voz do gabinete Mohamed Hegazy disse à Reuters que o encontro foi realizado para discutir "a situação política e de segurança, as consequências do confronto na praça Tahrir e o esforço para conter a situação".Hegazy disse que a reunião discutiria os passos para "acalmar (o protesto) nas ruas e criar uma atmosfera conducente em torno das eleições".Perguntado se a eleição parlamentar marcada para começar em 28 de novembro continuaria como o planejado, ele disse: "Estamos insistindo em ter a eleição dentro do prazo -- o governo, os partidos e o Conselho Supremo das Forças Armadas".

Reportagem: G1.com

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