quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Presidente da Câmara de Campos dos Goytacazes, Nelson Nahim, denuncia perseguição

O presidente da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, Nelson Nahim (PPL) denunciou na última terça-feira (01), que uma suposta perseguição política estaria acontecendo na Prefeitura do município. Segundo Nahim, pessoas que possuem algum tipo de ligação com ele estariam sendo exoneradas de seus cargos no governo de Rosinha Garotinho.

— Algumas pessoas ligadas a mim foram demitidas. São pessoas simples e trabalhadoras. Penso que isso pode ser uma possível retaliação antecipada pela minha nova postura política — disse Nahim, que, após se desentender com o deputado federal Anthony Garotinho (PR), deixou o partido do irmão e seguiu para o PPL, legenda que, até então, continua com postura independente em Campos.
— O PPL é um partido que foi criado recentemente, é o mais novo do Brasil. Num primeiro momento não tomamos lados, mas é uma coisa que inevitavelmente vai acontecer, só não vai ser agora. Não vamos antecipar o que pode acontecer na época das eleições. Minha postura é independente porque não vou ser hipócrita e começar a atacar um governo do qual fui prefeito durante seis meses. Entretanto, não sei qual vai ser a postura do governo contra mim, só sei que pessoas estão sendo demitidas. Sei que houve um desentendimento, mas não considero que traí o governo que fiz parte — concluiu Nahim.
O secretário de Governo, Geraldo Pudim, disse que não está havendo perseguição, admite que houve exonerações, mas, segundo ele, foram feitas a pedido dos servidores.
— Não é verdade e não está acontecendo (perseguição). O vereador sabe que existem pessoas, e não são poucas, que estão no governo por indicação dele. Algumas dessas pessoas, por fidelidade a ele, se sentem desconfortáveis em continuar no governo após as atitudes tomadas por ele. Com isso, o que está havendo são pedidos para sair do governo. Um exemplo é o Álvaro (Barbosa, ex-presidente da Campos Luz) — exemplificou Pudim, reafirmando que não existe perseguição.
— Acho até bonito que as pessoas sejam fiéis a ele (Nahim) e saiam porque não estão mais confortáveis, mas sabemos que Rosinha não trabalha assim e não tem esse tipo de comportamento, quem saiu do governo foi apenas porque pediu, não há perseguição — encerrou o secretário de Governo.

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