quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pelo 3º dia seguido, gregos retomam conversas para formar novo governo

Agência oficial grega afirma que Papandreou apresentará hoje sua renúncia


Os principais partidos políticos gregos retomam nesta quarta-feira (9), pelo terceiro dia seguido, as negociações para alcançar um acordo sobre um novo governo de união nacional. Mais uma vez, a expectativa é de que as conversas terminem hoje com a nomeação de um novo primeiro-ministro.
De acordo com a agência de notícias oficial grega Amna, o primeiro-ministro demissionário, George Papandreou, será recebido hoje pelo presidente da República, Carolos Papoulias, e apresentará sua renúncia e a de seu conselho de ministros.
O nome que mais aparece na imprensa local para suceder Papandreou é o do ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, mas nas últimas horas apareceram outros, como o de Vasilis Skouris, membro do Tribunal Europeu desde 2003, e o do atual presidente do Parlamento, Filipos Pechalnikos.
As negociações entre Papandreou e o líder do partido conservador Nova Democracia (ND), Antonis Samaras, se concentram também na composição do novo conselho de ministros e na data das eleições antecipadas, que se mantêm por enquanto para o final de fevereiro.
Após alcançar um princípio de acordo, o presidente grego deve convocar um conselho de líderes políticos, do qual participarão Papandreou, Samaras e também o chefe do partido de extrema direita LAOS, Giorgos Karatzaferis.
Os líderes dos dois partidos de esquerda, o Partido Comunista KKE e a Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) declararam que não participarão do novo governo.
Os partidos de Papandreou e Samaras contam com uma grande maioria no Parlamento, suficiente para aprovar os acordos e medidas pactuadas com os credores internacionais para que a Grécia continue recebendo ajuda externa para não declarar falência.
Os gregos correm contra o tempo porque estão de olho na ajuda de R$ de 19 bilhõesao país, de parte da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A verba, indispensável para evitar a quebra do país, será repassada apenas quando o novo governo se comprometer por escrito com um calendário de medidas de ajuste.

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