quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Linha especial de microcrédito beneficia os pequenos empresários

Mais da metade dos pequenos empresários admitem que precisam de dinheiro. Gente como Carmem Morgato, que para deixar de ser ambulante precisou montar a nova lanchonete. “Esse freezer, aquele carrinho de cachorro quente, mesinhas e mercadoria para começar a trabalhar”.
Quando as empresas batem à porta dos bancos atrás de dinheiro, se assustam com as taxas cobradas e as exigências. Elas acabam tomando o pior dos caminhos e usam o cheque especial da conta bancária. Pode ser o caminho mais fácil, mas também tem um preço alto: os juros. As taxas chegaram a quase 4% ao mês, 58% ao ano.

O que poucos empresários sabem é que existem taxas muito abaixo disso. “O microcrédito é o credito mais fácil. Um crédito barato, com taxas de juros menores do que os créditos tradicionais, com menos exigência, com menos burocracia”, explica Bruno Caetano, diretor do Sebrae – SP.
Esse tipo de crédito é feito nos bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa, ou com a ajuda de governos e prefeituras.As taxas ficam entre 0,5% e 0,8% ao mês. Em alguns financiamentos, chegam a 8% ao ano.
Quem vai pegar o dinheiro tem que estar com o nome limpo. O dinheiro também não pode ser usado para despesas pessoais e nem pagamento de salários, por exemplo.
“Serve sempre para investir, para elevar a condição, a competitividade daquela empresa. Para investir em equipamento e maquinário”, explica Bruno Caetano.
Carmem se prepara para grandes mudanças. Vai pegar mais um empréstimo, o quinto, e se mudar daqui. “Vou pegar R$ 4 mil que tenho direito. Comprar um salão bem grande para mim”.

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