sábado, 19 de novembro de 2011

Facebook encontra no Ticker um novo espaço para lucrar

 Facebook estuda introduzir nos próximos dias um novo modelo de anúncios no perfil dos mais de 800 milhões de cadastrados na rede social. O objetivo da empresa é usar o Ticker (Novidades, em português), um dos recursos apresentados por Mark Zuckerberg, seu criador e CEO, na última conferência da empresa, para fornecer uma nova opção de publicidade às empresas. A ação, contudo, é mais uma tentativa de ressucitar o Beacon, um dos maiores fracassos da rede criado em 2007.
Na prática, os anúncios aparecerão na seção lateral à direita da página principal do usuário, local conhecido como Ticker (imagem acima). A funcionalidade, anunciada por Mark Zuckerberg no último F8, conferência anual da empresa, exibe notificações e todos os rastros deixados por seus amigos na rede social – entenda-se compartilhamento de conteúdo, comentários em álbum de fotos ou mural de pessoas nas quais o usuário não tem vínculo algum de amizade na rede. Ao posicionar o mouse sobre uma notificação, o conteúdo da mensagem é ampliado e exibido.
A revelação foi feita por Annie Ta, porta-voz da rede social, ao ClickZ, site especializado em marketing e tecnologia. O objetivo é que o recurso seja exibido gradualmente a partir de segunda-feira, apenas nos Estados Unidos.  “As histórias patrocinadas ajudarão pessoas a encontrar as ações de marketing mais interessantes que estão acontecendo no Facebook”, afirmou.
Caso o recurso seja ativado, será mais uma estratégia polêmica desenvolvida pela equipe de Mark Zuckerberg. O anúncio no Ticker é um novo modelo de negócio ao gigante de rede social – e uma nova discussão sobre privacidade, uma vez que o formato traz à memória o fracassado Beacon.
Em 2007, quando o Facebook tinha apenas três anos de vida, Zuckerberg já havia sinalizado a estratégia de exposição permanente com a criação do Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido público de desculpas.

Fonte: Revista Veja

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